sábado, 21 de dezembro de 2013


Mata-me. Já disse: mata-me. Estou farto deste opróbrio sem sentido. A minha vida não tem sentido. Porque motivo irei viver se só morrer quero? Se o sentido da minha vida se resume a ti e se a ti não posso ter, então porque não morrer? Não aguento mais esta solidão dolorosa que se abate no meu coração. Não aguento! Ouve, oh Destino, Mata-me!
Sempre fui uma pessoa fraca, tu bem o sabes. Como tal, estou perto de desistir. Talvez o faça hoje, ou amanhã ou nunca. Já notei que não precisas de mim na tua vida. Que diferença faço? Não falamos faz muito tempo, por isso, se desaparecer, não vais notar a minha ausência. Vou desaparecer como cinza e mero pó da Terra que toda a gente pisa. Afinal, sempre fui pisado por todos!
Talvez sejam as minhas ultimas palavras para ti. O meu desprezo obscura a minha Alma de morte. Apesar de tudo recorda-te que sempre te amei, mas as minhas fraquezas fazem que não te possa amar nem te ter. Sempre soube e tu sempre soubeste: Estou condenado à morte! Se isto for um adeus, que um adeus que seja…
 
 

terça-feira, 17 de dezembro de 2013


Ah, a chuva. A chuva bate na janela do meu quarto em sonolentas gotículas perturbadoras. Ouço o vento lá fora com seus gemidos secos a rezarem os seus Fados. E olho pela janela, a imagem tímida da noite escura da cidade. Ao contemplar tal perfeição, os meus pensamentos voam ardentes como pássaros ao encontro das dúvidas que tanta teimosia possuem. Coisas passadas voltam à minha cabeça. Palavras nunca ditas ecoam nos meus ouvidos. Imagens apagadas esfumam-se em meus olhos. E ouço, ouço a chuva suave a cair sem impedimento.
Amo a chuva. Essa maravilha formada pelas gotas que escorregam, suaves e cristalinas, na janela pequena que suporta a minha cansada face, cria-me saudades da gosto agridoce dos teus lábios molhados. Revejo em cada barulho rítmico da água caída o teu rosto.
Sempre amei a chuva. Revejo nela toda a tua imagem em meus pensamentos dispersos. Desejo loucamente e novamente sentir os calafrios da chuva a escorrer pelo meu rosto cansado; quero molhar-me na água fria que na ignota razão transborda meus lábios num sorriso escondido e fugaz. Quero tudo isto e um pouco mais. Afinal, quero-te a ti.

   



O cansaço da Alma é como um vórtice de más escolhas do Destino. Estou cansado do Destino beijar-me apenas com frias dúvidas irrealizáveis. De entre outras coisas, talvez eu não passe de um sonhador acordado e cansado de tudo o que nada é. Vivo numa ilusão estúpida que me atormenta e alimenta a minha vida. Assim o é, porque nada poderei ter o que realmente desejo. Pois o que desejo o Destino não o quer.
Sou isto: um dado lacrado pelo Fado déspota que brinca com sonhos de uma criança perdida. A morta esperança de ter algo, caminha nas obscuras estradas da solidão da noite e faz-me compreender que não passo de uma criança perdida entre os mistérios do mundo incompreensível. E fico cansado…
Cansado de tudo, até o desejo de cansaço cria-me náuseas cansativas na minha cabeça. Estou cansado e farto de tudo. Este cansaço desconfortante na minha alma faz-me ficar numa abulia sentida de uma ingratidão para a vida. Porque tudo não volta a trás? Nasci pra ser criança, mas o Destino recusou-se a tal facto. Sou uma criança perdida no acaso das coisas. Tudo é isto e nada é. Apenas um cansaço estúpido que permanece de pé…
 
 

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013


Estou farto de toda a espécie de literatura desespero e anti-originária. Cria-me náuseas observar a pestilência das palavras ditas por ignorantes que ousam escrever. Arruína-me pensar que agora toda a gente escreve porque toda a gente tem sentimentos. O quão nobre e delicada tarefa de escrever, passou nos dias de hoje, como utensílio pra muitos hipócritas sentimentalistas, que pensam que escrever é apenas o sentimento dizer.
A arte arruinou-se a si mesma, num pecado envenenado silencioso, ao deixar que todos os melodramáticos romancistas escrevessem os seus escombros perdidos e degenerados de maldade. Pessoas sem escrúpulos estas, que oprimem toda a novidade literária pela sua arrogância mais suprema e mais vergonhosa; a da literatura.
Nem todos sabem escrever, mas todos escrevem. Algo tão natural como jogar à bola. Nem todos nascem para serem jogadores como nem todos nascem para escreverem. Contudo, a literatura atingiu tal infâmia vergonhosa que qualquer bicho careta publica a sua obra, o seu trabalho, a sua vergonha mais elevada para o mundo literário. Estou descontente com o que leio; maus escritores existem e péssimos nem vale o comentário. Afinal, toda a gente escreve…
 
 

Vazio e mais vazio. Talvez a solidão que sinta agora não é mais que um estúpido vazio que a minha alma deseja. Assim é porque tenho um repúdio seco a tudo o que me chateia. A literatura cansa-me, as pessoas enchem-me, as estrelas enervam-me e as palavras secam a minha língua cansada. Estou farto de tudo, até do que não fui nem posso ser. A ilusão mentirosa faz-me acreditar em mortas ideias que não passam de loucuras de um sonhador. Um sonhador que caiu no vazio.
No vazio de tudo. Esse vazio que me preenche a alma de gritos calados e de beijos perdidos do destino das coisas esquecidas. Involucres medos de perder tudo faz-me, no silêncio meditativo do pensamento, ansiar por ser simplesmente um sonhador vazio. Não quero ser feliz. O próprio acto de ser feliz cansa-me numa procura estúpida dessa mesma felicidade. Não, não quero ser feliz. Quero ser eu mesmo.
Amar as pessoas que não merecem, desejar tudo o que não posso e querer possuir algo que não detenho. Apenas somente quero ser eu mesmo. Nem nada mais ouso ansiar do que não seja ser isso mesmo, ser apenas eu. Eu perdido, eu vazio, eu louco, eu romântico, eu triste, eu desesperado, eu sonhador, eu! E se o meu eu não é para ser descoberto contigo então que seja apenas no vazio do tempo perdido…
 
 

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013


A vida não vale as balas desperdiçadas, nem o sangue sujo das ideias negras e ocultas do teu coração. Não o vale porque um dia vais arrepender-te de tudo o que não fizeste, de tudo o que não disseste e de tudo o que não pensaste. Assim o é, porque a vida é um suicídio silencioso que cobre as feridas mal curadas e as aberturas da alma mal fechadas.
Ignota cidade onde caminho, de um cheiro a maresia e sons claros de pássaros desconhecidos; as pedras escorregadias da cidade choram silenciosas preces que eu nunca ouvira. Meus ouvidos inebriados de estranhos e desvairados sentimentos, curiosos agora ficaram e, meu corpo senta-se num banco a escutar e a contemplar tais pedras misteriosas. Apenas preces mudas meus ouvidos ouvem….
Minha cabeça pesa de problemas e dúvidas que as pedras escutam e minha mente fala. Numa sinfonia desajeitada de problemas, como uma agulha minúscula incorpórea, o suicídio da vida novamente atormenta o meu espírito. Imagens ilusórias como névoa formam-se em meus olhos e choro pela incongruente vida não vivida. Mas tudo passa. E apenas a tua imagem finda com um tiro na cabeça. Grito! Mas não te poderei ter, porque o que sentes por mim, apenas são borboletas mortas de sentimentos que eu não compreendo… Porque não me amas, nem te preocupas. Afinal, tudo são borboletas purpura mortas e passageiras…
 
 

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Acabou em Silêncio

Não te quero!
Mas amo-te.
Afinal, desejo
Apenas um beijo.
Mas nada poderei,
Pois em tudo falhei…

Não te posso ter,
Porque não me amas.
E estas mortas esperanças,
É o Fado do meu Ser!

Acabou!
Acabou todas as palavras,
Amores mudos
E lágrimas secas.

Acabou!
Nada nasce em terra seca!
Mas espera;
O que ficou?

Uma estúpida solidão,
E uma lágrima sentida.
Assim é a vida,
De quem ama a ilusão.

Não te vou falar,
Por muito tempo.
Pois compreendi,
Que o desprezo merece um aumento.

Talvez seja o melhor,
Não mais pra ti falar.
Quem sabe?
Talvez acabe o meu amar…

Tu sabes
Que apenas a ti amo.
Mas esta simples confusão,
É apenas delírios de um frívolo coração.

Acabou!
Acabou tudo em silêncio,
E numa estrada não caminhada.
Porque a minha paixão
Não pode ser alimentada,

 
 


 

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Ode Amorosa

Deixa-me dizer o que sinto,
Numa velha canção.
Assim entregar-te-ei,
Todo o carinho e paixão.

As palavras irão faltar,
Quando te cantar.
Porque palavras não existem,
Para o meu amar.

Ofereço-te meus lábios,
E uma pitada de confusão.
Pois o teu sorriso,
A morar está no meu coração.

Passado confuso,
Complicado presente.
Só espero que no futuro,
Me ames eternamente.

Os teus doces olhos,
Quero apenas contemplar.
E dizer quanto te amo,
E assim no silêncio ficar.
 
 

sábado, 7 de dezembro de 2013


Demasiados problemas sobem, como penas sopradas pelo vento, à minha cabeça. Apesar de eu nada querer, estes insistem em perdurar nos meus pensamentos. Eu e eles, numa luta silenciosa, a esmurrar interrogações incompreensíveis que quero esquecer. Problemas, e problemas, e problemas…
Problemas que nunca ousei descobrir, aparecem agora com lágrimas passadas numa vida que eu fora feliz. Na cama estou, e com olhar sonhador observo as pequenas luzes penduradas no céu tecido de escuridão. Um silêncio incomodativo banha-me agora de obscuros desesperos mudos. E lágrimas…
Quero esquecer tudo! Queimar tudo o que existia! Mas esse tudo volta como cinza e faz-me recordar de todos os momentos que eu quero esquecer. Palavras… Medos… Incertezas… Tristezas… Angústias… Desesperos… Ódios… Porque tudo volta se quero tudo esquecer?
Problemas… Afinal, toda a minha vida é feita disso: problemas. Não mereço nada nem quero nada, porque sei que vou novamente falhar em tudo. Acima de tudo, sou um autêntico falhado com deveras problemas. Mas porque será que só a mim os problemas me amam? Mas serei eu o problema, ou és tu o problema, e negas que o és?
 
 

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013


Tenho ciúmes. E seria estranho se não os tivesse. Afinal eu amo-te. Já o disse várias vezes e bem o sei, é um erro amar alguém como te amo; mas nestes assuntos a razão não entra, é o coração frívolo e intolerante que deseja mais do que o é realizável, que comanda as minhas acções. Todos os momentos, vejo todos os teus traços deixados na saudade do passado e as palavras caladas que tanta ansiedade me causa. Mas nada é como sonho. Tudo desapareceu numa névoa cinzenta frágil que na noite perdida está. Na janela, com olhar perdido, recordo as promessas que na arca da solidão foram deixadas. Acima de tudo…
Tenho ciúmes. Tenho-os porque quero-te apenas só para mim. Desejo acordar todos os dias e ver a tua cara ao meu lado a sorrir, e eu a oferecer-te meus lábios com sinal do meu amor. Desejo todos os dias desenhar com os teus olhos poemas que nunca ousei escrever. Desejo todos os dias tocar carícias nos teus cabelos que tantas saudades causa. Desejo-te todos os dias ao meu lado porque te amo e porque…
Tenho ciúmes. Somente porque não te posso ter. Talvez ainda não tenhas percebido. Mas eu amo-te em demasiada e tenho cíumes porque a tua beleza estala meu coração como insignificantes bocados de vidros esquecidos. Quero-te agora… Preciso de ti porque amo-te. Lembras-te do que prometes-te? Nunca me deixes só. Afinal,
Só tenho ciúmes porque te amo…
 
 

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013


Cansaço eterno de nada querer. É assim que me sinto: Numa abulia simpática que hoje não me larga. A escuridão da noite envolve-me num manto áspero de saudades incomodativas. Ainda relembro todos os gestos inocentes que perdidos no passado estão. Novamente, continuadamente, olho pela janela e observo as pessoas incógnitas que caminham tontas pela estrada. O luar está cansado e quieto, a iluminar o horizonte que meu ser observa. Os carros, numa frenética corrida, para os seus destinos vão e eu continuo a olhar com saudades. Mas que saudade é esta, que chega sem aviso e bate em meu peito? Mas porque motivo eu tenho saudades? O que quer o meu insatisfeito coração?
Sonhar talvez? Sempre adorei sonhar; Afinal sempre fui um sonhador acordado. A minha vida é feita da matéria que os sonhos não são feitos que fabricam os sonhos. Atrevo-me a dizer que o sonho de ter alguma coisa fez o que sou hoje. Um insatisfeito sonhador. A loucura sempre guiou-me e, não me arrependo do que hoje fiz porque a minha loucura assim me pediu. Quiça, se a loucura não é a mão suave e invisível que norteia os meus passos?
Palavras caladas gritam na minha cabeça sentimentos que jamais ousei  pronunciar. Sentimentos. Palavras. Gritos. Ausência. Saudade. Solidão. Cansaço. Tristeza. Tudo isto abraça o meu peito com uma força esmagadora que apetece-me gritar sem voz. Nada disto queria ter. Porque será que os sonhadores amam o impossível? Porque motivo nada é como quero? Porque é que os meus sonhos não se tornam verdadeiros, se eu apenas um sonhador sou? – Nada disto quero…  – Onde está agora a loucura que aos sonhos me leva? Porque motivos só a saudade mora em meu coração?
 
 


Está frio. Tanto frio que o ar gélido entranha-se nas minhas narinas e causa-me um desconforto estranho no meu respirar. Casas, luzes e pessoas. E mais casas, luzes e pessoas. É assim que a cidade respira esta noite tenebrosa e escura. Entre casas, luzes e pessoas, uma névoa cinzenta paira neste ar triste e melancólico.
As conversas fugazes fogem das pequenas bocas das pessoas que passam por mim e nem um olhar me dirigem. Desconhecido entre os desconhecidos. Moribundo entre os moribundos. Fantasma entre os fantasmas. Nada de mim pertençe a esta ordem da desordem que desconheço. A vida assim fez que eu caminhasse noutras estradas…
Caminho agora, mas sei que um dia o deixarei de o fazer. Todas as pedras da calçada conhecem o meu caminho, todas as casas conhecem o meu rosto e todas as pessoas que outrora via conhecem o meu nome. Mas tudo desapareceu. Mas onde está tudo agora? Para onde foram todos? Bem o sei de sobra, um dia também deixarei de caminhar nos trilhos que o destino me ofereceu e o fado amaldiçoou.
Estou cansado de caminhar. Sinto as pernas a ceder a cada passo na negra estrada que as nuvens apocalíticas iluminam. As estrelas que tanta curiosidade no meu espírito causa, ocultas pelas nuvens estão. Já nada de concreto vejo. O cansaço impede-me de querer andar. Nada. Nada. Nada. Realmente não quero nada nem continuar. Então porque continuo? Porque minto-me a mim próprio?
Nem tudo o que vejo é verdadeiro. As pessoas que outrora via desapareceram como pó que os meus pés agora pisam, as casas foram destruídas como cinza e os caminhos apagados pelo sopro da cobardia. Afinal, talvez nada passe de um sonho estúpido que nada mais é que um sonho. Está frio… Caminho na icógnita estrada e não sei por onde vou. Apenas sinto o frio gélido a embater na minha face. Mas porque razão queria saber por onde vou, se sei que estou a caminhar?

quinta-feira, 28 de novembro de 2013


A ousadia traz sempre os seus dissabores nada agradáveis. E talvez a vida do Homem seja uma luta interrupta entre a prudência pouco pensada e a ousadia irresponsável. E, por mais que lutemos, acabamos sempre por cair no erro crasso da existência humana. Ou isso, ou a solidão terna que beija com frios e mortos beijos.
Nunca quis que isto acontecesse, mas o facto é que aconteceu e de nada vale as tuas atitudes deploráveis. Primeiramente, pouco efeito me causa e também tão pouco quero saber da tua presença. Quem sabe, se não te esqueci que existias? Ou, nada de ti quero, pois sei que nada de verdadeiro nasce?
Estou marcado de palavras amaldiçoadas que temem em sair da minha boca. Por mais que tente, não cheguam sequer para gravar nas folhas brancas as minhas ideias sujas. Vã vida se resume ao infortúnio de mágoas passageiras e de lágrimas perdidas no acaso da saudade. Afinal, de um modo ou de outro, estou amaldiçoado pelas palavras.
Meu corpo respira palavras ardentes que nunca foram ditas; meu peito bate por ideias jamais pensadas e minhas mãos tocam em musas inexistentes. As palavras são o mel da minha boca e o fogo do meu coração. Palavras essas que nunca existiram, porque nunca tive ousadia de as dizer. Ou porque são amaldiçoadas…
 
 




 
 
 

quarta-feira, 27 de novembro de 2013


De todas as coisas que desejo, o teu rosto apenas consegue sobreviver aos meus anseios. Da caneta saem pequenas e grandiosas utopias que o meu coração sente e a mente imagina.
Os teus olhos adocicados cria um desconforto em meu peito porque os meus apenas os teus quer observar. O teu sorriso tímido e fugaz é tudo o que imagino no horizonte longínquo. Os teus lábios avermelhados, os meus, sente desejo de os teus provar. Mas como não desejar-te se só a tua presença desejo?
As palavras do coração saem, como leves aves que procuram um abrigo em teu peito. Refugio eterno este que clama da saudade que sente em ter-te. As palavras vão cheias para o teu coração. Vão cheias; cheias de paixão…    



 

segunda-feira, 25 de novembro de 2013


Tenho saudades tuas.
Todas as vezes que observo a noite é para ti que quero dirigir o meu olhar. Nas estrelas, revejo os teus olhos que tanto desejo os tenho de novamente contemplar. Na lua, recordo-me do teu tímido sorriso que tantas saudades cria em meu peito. Nas nuvens, relembro dos teus suaves cabelos que as minhas mãos passeavam quando te abraçava. E assim fico a deambular na estrada com os olhos erguidos na vã esperança de ver o teu rosto.
Afinal, tenho saudades.
Aquelas saudades insistentes que não largam o coração porque o amor assim o exige. Tento por palavras dizer o que sinto. E talvez estas sejam insignificantes e de nada prestam. Sempre soubeste o que o meu silêncio diz. Sei que não deveria dizer e talvez não seja mentira; mas eu amo-te demais do que julgas e este deve ser o meu maior erro: amar-te demais com amor egoísta.
Porque tenho saudades.
Talvez o meu coração esteja confuso. Meus lábios desvairados e sequiosos apenas porque  os teus quer desenhar e assim ficar. Mais do que tudo, eu quero-te sempre a meu lado e não consigo viver sem a tua presença. Preciso de ti porque te amo e não encontro outra razão para em ti estar a pensar que não seja amor. Quem sabe, se não é possível, que o sonho que sonho se torne realidade que utopizo? Apenas porque,
Tenho saudades…
 
 

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Não me sinto feliz nem triste; apenas sinto-me bem e se isso chegar, sinto-me realizado. Pois as saudades também as sinto. E recorda-te, as pessoas fazem coisas sem as verdadeiramente querer. Talvez o Homem assim seja: uma incompleta insatisfação do não querer sem nada sentir.
De nada errado tenho nem de nada errado fiz. Se a saudade aperta o Destino assim o quis.






quarta-feira, 20 de novembro de 2013


As horas secas entoam, no relógio velho, que na mesa ao meu lado está. O sono recusou-se hoje a aparecer em horas dignas e, por isso assim me encontro: perdido em pensamentos despidos que me levam às trevas ocultas do meu coração. Revolto estou, na cama desconfortável e quente. Tentando em vão dispersar os pensamentos que rezam na minha oca cabeça.
Olhando para a escuridão que predomina no meu quarto, num sombrio pensar, recordo-me do desejo que te tenho de ver a sorrir novamente para mim. Quero abraçar-te novamente e cheirar o perfume que tantas saudades cria no meu rosto. Quero simplesmente oferecer-te meus lábios e dizer-te que apenas a ti amo. Mas as palavras faltam. Talvez o silêncio fale sem nós, os dois sabermos, e diga suas as palavras que o coração tanto anseia.
Assim fico perdido e sonhador, a imaginar como seria tudo tão perfeito. Pensamentos ardentes, fazem-me acreditar, que te encontras sentada a meu lado, e eu apaixonado, contemplo a beleza suave que o teu corpo tem. As linhas das tuas costas são como suaves ondas que as minhas mãos desejam navegar. Os teus revoltosos cabelos macios que se entendem pelo teu corpo, fazem-me sonhar como seriam bom desenha-los em meus lábios secos.  Quero assim permanecer eternamente até que o dia venha. Somente a observar-te e a acreditar que estás a meu lado para sempre. Afinal, como não poderei somente sonhar-te, se só tu és o sonho que o meu coração ama?

sexta-feira, 15 de novembro de 2013


Caminho lento, na rua deserta que a noite ilumina com o seu luar calmo e sereno. O vento que embate na minha cara traz as sôfregas reflexões que não largam a minha cabeça. Os meus pensamentos voam como ligeiras penas apaixonadas, que sopradas são pelo coração que tanta incerteza têm. A cidade assim se conjuga, num amorfo de sensações escondidas que o coração sente e a mente respira.
Sento-me no cais distante e alheio do mundo incongruente, que tanta dificuldade tenho em perceber. O suave marear das ondas a embater nas rochas entoa nos meus ouvidos e, os meus libertos pensamentos, começam numa corrida frenética, a mergulhar as suas mágoas nas ondas escuras do mar que os meus olhos contemplam. O revoltoso mar reza, numa súplica escondida entre as pedras, as orações que são esquecidas ao vento.
Assim estou, perdido entre pensamentos amedrontados e um olhar sonhador que tantas dúvidas carrega. Ao longe vejo navios parados e ao perto ondas a desvanecerem-se em nada na areia fina da praia. Apetece-me ir embora, mas antes devolvo um último olhar ao ambiente que tanta dúvida causa e penso numa simplória observação: ”Se hoje nada consegui, talvez seja amanhã que o consiga, quem o sabe?”  
 
 

Faz muito tempo que não escrevo. Talvez a razão sólida desta falta de inspiração se deva ao rumo ligeiro que a minha vida leva sem que eu a possa travar. Somente não vivemos para nós nem para os outros, e quando queremos algo, nada é como o desejamos nem sonhamos. Quem sabe, se a vida não é um jogo lacrado desde o início pelo destino? E por mais que lutemos, nada sai como idealizamos. Afinal, somos eternos sonhadores acordados para a ilusão verdadeira da vida.
A vida que escolhi, talvez seja, uma cinza que foi deixada ao acaso do vento das dúvidas. Mas nunca desistirei de soprar, entre alegrias fugazes e aventuras incompletas, o fogo da ambição que tanta força dá ao caminho que percorro sozinho nesta simples montanha. A viajem, acolhida de abismos e más indicações, não é somente que uma ideal humildade de ser, que nada é, apenas a descoberta incompleta.
Escrevo ao vento, esperando talvez que alguém me ouça e que compreenda que nada quis de realizável. É verdadeiro e sábio, os loucos amam o impossível e os poetas o incompreensível. Mas como não achar razão se só a razão em ti mora?  
 
 

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Rio das Dúvidas

Observo o rio calmo e sereno,
Que corre apressado para o infinito.
E o seu azul ameno,
Faz-me meditar no que sinto.

As folhas acastanhadas boiam,
Nas águas ténues  sem sentido.
Assim fico, enfim, a natureza a contemplar,
Nos meus pensamentos, perdido.

Sento-me com olhar sonhador,
Observando a ignota beleza.
Afastando toda a réstia de dor,
Sem nenhuma certeza.

Perdido estou,
Na minha insatisfação.
Não sei para onde vou,
Para satisfazer a minha razão.

Os meus pensamentos fugiram,
Como leves penas no ar.
Ou foram levados,
Pelas violentas águas mar.

 
Numa abulia sentida,
Com um sereno contemplar.
Assim fico a observar,
A água do rio a findar.

Como um mole desconforto,
Abate-se no meu peito.
Compreendendo a Natureza que Deus deu,
E a maldição que o Diabo me ofereceu.


 
 


terça-feira, 29 de outubro de 2013


Eu amo-te. Talvez seja esse o meu maior erro, amar-te tanto. Nunca ousei na minha vida amar alguém como a ti, e este foi sem dúvida a maior tragédia da minha vida. Continuadamente, quero negar este amor que sinto; tentando em vão explorar novas pessoas, novas caras, novos rumos. Mas o meu amor por ti é  de tal forma exacerbado e forte que grita lá do fundo, com a sua volúpia que tanto desejo tem por ti, procurando reconfortar este desejo apenas num só beijo.
É um erro amar-te, bem o sei. Nunca te terei nem nunca poderei consumar esta paixão que sinto por ti. O destino assim o quis: que nada fossemos um para o outro. Às vezes, na noite calma e silenciosa, recordo entre lágrimas tardias e suspiros ardentes, como seria tudo tão perfeito, se te tivesse a meu lado para passear os meus dedos na tua face serena, mergulhar as minhas mãos nos teus cabelos, tocar carícias no teu corpo e desenhar com os meus lábios o teu tímido sorriso fugaz. Mas nada é; apenas uma ilusão.
Apesar de tudo, eu amo-te. E não encontro outra razão para te querer sempre a meu lado apenas que não seja por amor. Sei que te fiz sofrer, mas tudo o que fiz foi simplesmente por te amo bastante e não te quero perder. Afinal, eu amo-te, terás coragem para partilhar a tua vida comigo?
 
 

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Que saudades tuas eu sinto. As tuas palavras acabaram. Mas eu digo-te: Muito pensei em ti, meu amor; e não encontro outra razão senão amar-te. Obrigado por tudo o que fizeste por mim e em mim. Estarás para sempre no meu coração a morar.



quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Tédio forçoso

Tédio que vem ao meu encontro,
Sem eu te pedir.
Recolhe-me em eternas carícias,
De um querer sem nada sentir.
 
Deixa-me no repouso tardio,
Da abulia do viver.
Nesse cruel frio,
Da ausência do ser.
 
Assim quero ficar,
Neste enjoo pensar.
Numa vertigem estúpida,
Na solidão reinar.
 
Agora vem,
Tédio flutuante.
Agora adormeço,
Neste colapso amante.
 
 

domingo, 20 de outubro de 2013


O Homem caminha, calando assim como nada fosse, o seu coração. Olha para trás, mas compreende que tudo o que sonhava, infelizmente desapareceu.  Tudo se apagou como uma simples poeira que o vento soprou. “Tudo foi em vão?”; questiona o Homem cujo amava o Passado que outrora existia. As lágrimas secaram mas a dor ainda lateja, com apertos secos e prolongados, no seu peito. As suas forças começam a faltar e este senta-se.
Sentando, contempla todo o horizonte que o seu olhar consegue visualizar. A noite está tecida de pequenos pontos brilhantes e uma lua cheia que o faz recordar o sorriso delicado do Passado, e os lábios que  vagamente recorda com o seu sabor amargo e adocicado que tantas saudades cria no seu coração. O vento que embate na cara faz chorar lágrimas que se perdem no chão infinito da saudade. O Homem, apenas levanta os olhos para as estrelas e pensa: “Ama-me sempre, pois eu a ti sempre amarei”.

Perfeição

Até os anjos sentam,
Apenas para te escutar.
As suas almas deleitam,
Por te contemplar.

Os teus finos cabelos,
Que tento em desenhar.
São como suaves ondas,
Onde o céu vem repousar.

O teu calmo olhar,
Fugaz como chama.
Perdido no horizonte,
E na pena amada.

Singela és tu,
Apenas pela simplicidade.
Assim quero findar,
Com um abraço e toda a amabilidade.

Lugar onde mora a perfeição,
E termina o desejo.
És a minha sedução,
Recebe este simples beijo.

Quero agora acabar,
Este humilde sentir.
Ficar a olhar,
A tua imagem nos meus olhos a surgir.

quinta-feira, 17 de outubro de 2013


Tudo criamos com ilusões que um dia queríamos. Tudo o que vivemos é uma loucura que nos conduz ao engano das coisas. Esta loucura que depois pode tornar-se em pasmos cerebrais que ninguém compreende, faz sentirmo-nos uma vergonha de quem realmente somos.
Aceitar como inexorável caminho possível a vida como grau máximo de uma escolha utopizada é uma descrença no sentido do Homem, pois a vida é um vasto leque que oferece sempre, e repito, sempre vários caminhos possíveis para a sua existência. Talvez o sentido da nossa vida não seja realmente aquele que procuramos, e é devido a isso, a esta teimosia forçada, que sentimos o tédio e o desalento a reinar no nosso coração.
A vida exige mais e melhor, por isso, talvez desta vez seja mais forte. Ou por mim, ou por ti…
 

quinta-feira, 10 de outubro de 2013


No processo de uma ideia, na composição desta, é necessário um jogo mental para o processo desta seja concluído. Como tal, é imprescindível uma abertura de certas restrições que o ser humano impõe no seu pensamento e que manipula a própria inspiração para caminhos que a lógica humana tanto conhece. Para criar ideias sublimes e necessárias para uma civilização que tende em ostracizar o verdadeiro conhecimento, é acima de tudo, imperativo criar ideias que valem pelo nome. Quem não está farto das ideias, como pó, que desaparecem numa fugaz extinção, passados poucos segundos de ser conhecida?
Se assim é, necessitamos de ideias novas que escorram homogéneas a par com a evolução da civilização para criar uma reformulação de tudo que envenena a dita sociedade dos indivíduos. Mas aqui uma pergunta é exigida: “Será possível banir todos os costumes e ideias que caracterizam a humanidade e criar outros novos a partir desses?
Como devemos compreender, todo o indivíduo social que é, precisa de referências. Sejam elas culturais, materiais e ideológicas. Sendo assim, é necessário a partir da génese de todo o saber criar um novo saber. Ou seja, o antigo conhecimento servir como “trampolim ideológico” para novos saberes. E quem sabe se não chegará uma Filosofia Evolutizada? Quem sabe?

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Insatisfação

Compreendo o que sintas,
Por me deixares.
Porém não me mintas,
Por não me amares.

A vida assim quis:
Nada entre nós existiria.
Não sei o que fiz,
Mas a solidão apenas havia.

Agora adormeço,
Na penumbra da solidão.
Apenas sinto,
Uma terrível insatisfação.

Tento em vão,
Os olhos fechar.
O meu ser doente,
Insiste em acordar.

Assim fico,
Como um tolo desvairado.
Talvez por te amar,
Ou não ser amado.

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Saudades do Passado

Por mais que queira negar,
Todos os sonhos que tenho.
Não posso mais ocultar,
As palavras que ao coração veio.

Todas as vezes, no passado, que para ti fiquei a olhar,
E todas as palavras que calei.
Pois agora irei falar,
Porque só a ti amarei.

Os teus delicados lábios
Que me criam confusão.
É tudo o que quero,
Para satisfazer a minha paixão.

Apenas um beijo,
É tudo o que desejo.
E assim irei ficar…
Apenas por te amar.

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Musa da Noite

Apetece-me escrever sem parar…
Não ter rimas,
Nem quadras,
Nem métricas,
(Nem Nada!)

O desejo incorpóreo de inspiração,
Assim vem…
Como uma brisa de vento:
Leve, ligeira e calma.

E toca-me com beijos nos meus lábios de pena.

E eu começo,
Num jacto rápido de loucura
A escrever sem nenhuma razão.

A louvar-te,
Que adorável és tu.
Bela, perfeita e tentadora.
É a ti que desejo…

Aquele desejo de te querer possuir.
Tocar carícias de um amor completo
Que nada mais é
Que o amor que sinto por ti.

(Ah! Que beleza é a noite que observo!
As suas estrelas colocadas ao acaso no céu.
Brilham incessantemente
Como não quisessem parar.

Fico atónito,
Como uma criança.
Apaixonado por esta mística presença
Que revela a tua face a sorrir.

Assim vejo os teus delicados vermelhos lábios,
E os teus pequeníssimos dentes finos brancos
A mostrar o teu sorriso fugaz que tanta gula tenho.)

E escrevo…
Escrevo como nunca tivesse uma amanhã.
Num estado de possessão que nada quero.
Apenas ter-te.

A névoa agora toca os passeios da rua
E as luzes vão ficando mais pequenas.
A aurora enfim aparece
E o cansaço surge

Num ímpeto calmo nas veias do corpo
E assim adormeço.
Calmo, cansado
E confuso…

Apenas, antes dos olhos fechar.
Vejo a tua imagem na minha memória a pairar…

As lágrimas não param de nascer dos meus olhos. O fim de tudo causou tal perturbação no meu espírito que, por vezes, torno-me arrogante e estúpido com as verdadeiras pessoas que realmente se preocupam comigo.
Agora sinto-me arrependido por tal atitude precipitada e sofro por tal estupidez que cometi. O sofrimento desesperante é tão abafado que, às vezes, sinto dificuldade a respirar. O meu peito brota tanta solidão escura, que anda unicamente de mãos dadas com a nostalgia que no passado se perdeu e que neste momento, eu tento a todo o custo encontrá-la.
Mas tudo terminou! A alegria, os sonhos, as ambições, os desejos… Tudo isto me dói e me oprime, contudo entendi que esta atitude era necessária para a minha vida. Quem sabe, se no Futuro não encontrarei uma solução para dissipar todas as minhas mágoas e todas as minhas dúvidas?

terça-feira, 24 de setembro de 2013

A Loucura da Noite


Um dia acordei,
Com uma vontade simples de gritar.
Pois nada sei,
De quem sou, nem o que se está a passar.

O estúpido colapso do ser,
Começou a banhar-me em veneno delicado.
E a loucura do perecer,
É o meu Fado único amado.

O triste e cruel destino,
Que só Deus lembrou.
É o caminho esquecido,
Que só o Diabo amou.

Assim se conjuga a minha vida,
Em tais simplórias observações:
Uma dura lágrima sentida,
Que verte em pedaços de ilusões.

A solidão agora abraça-me,
Com frias recordações.
Agora sei que adormeço,
Na noite das soluções...

A estupidez da vida embate suave na ligeireza que os meus olhos filtram, em sôfregas ambições desesperadas que fartam a minha cabeça com interrogações sem sentido, e que eu não quero responder. O tédio contorna-me agora num manto ligeiramente pesado que abafa o meu coração com beijos mortos que enfim chegaram tarde. A ausência total de sentimentos volucres faz-me marear no desconhecido de dúvidas dúbias que abrangem todo o meu humanismo.
Como devo entender; nada sou! A verdadeira ânsia que sinto nas vísceras  da minha Alma não passam de procuras que não sei o que realmente procuro. A busca de tal esotéricas ideias, por vezes, faz-me chorar na realidade verdadeira, pois entendi que nada passa de um sonho de inocente criança.

Talvez  um dia acordes com a simples razão que a tua vida nada é que uma estupidez incongruente de um sonho que se vira em pesadelo. Uma estupidez que nada mais é que uma stressante loucura estúpida meramente decorativa, que Deus simplesmente se esqueceu que realmente existia.
Talvez, eu seja assim: Uma estúpida figura que nada mais deseja que a loucura que a vida apresenta. Sou assim! Um simples sonhador que nada mais utopiza que um leque de meras opções que erram sempre numa prudência subjectiva que me encaminha para o suicídio das ideias que eu tento apagar…
Um Homem sempre deseja enfim, compor meros pensamentos que não levem a lado nenhum para não embater na parede da subjectividade. O abismo da razão do desconhecido faz que nada mais seja: Um simples escritor que agora vai acabar na loucura de que é sentir a tua ausência…
 
 

segunda-feira, 23 de setembro de 2013


A noite vai adiantada e o desejo lascivo que corre nas minhas veias faz crepitar nos meus olhos volúpias que outrora estavam reprimidas. O desejo de te querer possuir torna-se tão intenso que os meus sentidos confundem-se em tamanha vontade insaciável que os meus lábios anseiam, enfim em te querer somente, talvez, te beijar.
A contemplar a noite, a beleza ligeira e suave do seu tecido invisível que deita-se em cima dos meus olhos faz-me sonhar que um dia te poderei ter. Mas quando acordo entendo que a realidade é outra: Que o amor não existe; ou melhor, nunca existiu…  

sábado, 21 de setembro de 2013


Na vida em tudo falhei. Nunca fui verdadeiramente o que quis ser, pois a vida, para mim, nada mais é que uma estúpida vertigem que eu tenho medo. Os sonhos que tanto tinha não passaram de mentiras traiçoeiras que fazem-me chorar lágrimas frias e duras. Talvez, seja o meu destino. Uma mentira tão enorme que mais valia eu não existir. Uma pessoa como eu não merece viver, pois é um estúpido anormal que nada entende o que vive.
A solidão que sinto no meu coração é tão escura e fria, que o simples facto de recordar de querer ser alguém feliz, injeta amargura nos meus olhos e veneno no meu sangue. Afinal, a minha imbecilidade, fez que eu falha-se em tudo. Não sou ninguém.
Sinto uma confusão de tal forma, que náuseas fortes e um cansaço impossível de conter, criam um desespero tão penoso que causa dor só de pensar como fingir que nada se passa quando alguém olha para mim ou quando dirige a palavra. Tudo são loucuras angustiantes de um sujeito que nada mais deseja o fim de tudo que existe errado de mim.
Olho para a janela e vejo que a noite vai adiantada. Escuto o barulho do silêncio da noite que predomina no meu quarto. Um cansaço enorme apodera-se do meu corpo e fico a chorar lágrimas curtas a imaginar como feliz seria se nada existe. Nem mesmo eu.
E assim adormeço cansado…